Dragon’s Dogma 2 – Análise (Review)

Prós
  • IA muito bem trabalhada
  • Sistema de peões é excelente
  • Vocações/Classes variadas
Contras
  • Desempenho no Series S
  • Inimigos repetitivos
  • Microtransações exageradas
8
Bom

Dragon’s Dogma 2 chegou em 2024 para dar sequência a um jogo que foi considerado injustiçado com o passar do tempo. Isso porque, para muitos, o primeiro Dragon’s Dogma merecia mais atenção quando chegou no ano de 2012. Entretanto, esta sequência da Capcom chegou com muita expectativa do público.

Para fazer uma análise (review) de Dragon’s Dogma 2 realmente justa, foi necessário gastar algumas dezenas de horas naquele mundo. Isso porque o principal trunfo do jogo, e alardeado pela Capcom, é o sistema de Peões, que é bom desde o início, mas incrementa e muito a gameplay quanto mais tempo você joga.

Para adiantar, digo que Dragon’s Dogma 2 é sim um RPG de mundo aberto de respeito e acima da média. Entretanto, isso não isenta o título de alguns erros graves, como as microtransações absurdas e a otimização péssima em diversos momentos. Vale ressaltar que esta análise foi realizada em um Xbox Series S.

IA dos Peões é grande acerto

O primeiro jogo da franquia se tornou um clássico cult por introduzir um conceito novo em jogos eletrônicos de RPG, o de peões. Em resumo, eles são companheiros com uma inteligência artificial (IA) bem trabalhada, que te acompanham durante toda a jornada, interagindo e criando laços com o seu personagem em um nível alto.

Em Dragon’s Dogma 2 este sistema foi elevado para outro patamar de qualidade. Logo de início, nós customizamos o peão principal, escolhendo vocação (classe), personalidade e aparência. O detalhe é que a nossa equipe pode contar com mais dois peões além deste. E sabe de onde vem estes outros bonecos? De todos os outros usuários que estão jogando o game.

Via objetos chamados “Pedras da Fenda”, acessamos uma plataforma que podemos contratar os peões gastando CF, uma das moedas de Dragon’s Dogma 2. Ali, você pode pesquisar e filtrar os personagens de acordo com as classes e níveis que você procura.

E é aqui que o jogo traz uma novidade que diverte bastante. Os peões armazenam as experiências que tiveram com outros jogadores, sejam o principal ou os que alugaram seus serviços. Ou seja, você pode estar com dificuldades para achar o caminho de uma missão secundária ou principal, quando um dos peões irá falar que sabe a rota a seguir, pois já passou por aquilo com outro jogador.

Jogabilidade dinâmica

Dragon’s Dogma 2 possui uma jogabilidade muito dinâmica, uma vez que as vocações podem ser alteradas a qualquer momento. Aliás, elas funcionam como uma espécie de habilidade que você pode masterizar. Dessa forma, o combate do jogo dificilmente fica tedioso, já que temos a opção de trocar de armas, habilidades e estilos.

Review de combate em Dragon's Dogma 2
Foto: Reprodução/NG+

A luta contra os adversários mais evoluídos precisa de atenção aos detalhes. Isso porque eles podem possuir fraquezas elementais, físicas, dentre outras. Por exemplo, ao enfrentar um ciclope, o jogador pode encerrar o combate de forma rápida ao atacar suas pernas, para desequilibrar e então empurrar a criatura ao chão, arrancando uma grande porção de vida dele.

Outro detalhe que aumenta bastante o dinamismo de Dragon’s Dogma 2 é o sistema de travessia. A viagem rápida é extremamente limitada e você terá que andar bastante no jogo. Este fator gerou alguns problemas no game, que iremos detalhar logo abaixo. Contudo, os visuais, a quantidade de cavernas e a IA dos peões faz com que as caminhadas em Dragon’s Dogma 2 tenham vários momentos de diversão.

Os defeitos de Dragon’s Dogma 2

Nem tudo são flores no jogo da Capcom. A questão da limitação das viagens rápidas em Dragon’s Dogma 2 pode ser uma escolha que agrada alguns, enquanto incomoda outros. A empresa escolheu disponibilizar cristalportos extras, itens que facilitam a travessia, por meio de microtransações, o que deixou muita gente descontente. Apesar de tudo, esta questão é mais uma falha de planejamento da empresa do que do jogo em si.

As longas caminhadas de Dragon’s Dogma 2 deixam outro problema à mostra: a falta de variedade de criaturas e inimigos. Não é estranho caminhar por horas e se deparar com poucos tipos de monstros. Nas minhas primeiras dez horas de jogo, eu enfrentei cinco mini-chefes, sendo que quatro deles eram uma criatura do mesmo tipo.

Por fim, o percalço que mais me incomodou na minha jornada em Dragon’s Dogma 2 foi a otimização do jogo. Como dito no início do texto, recebi da Capcom uma cópia para review no Xbox Series S. Por ser o console mais limitado da atual geração, a quantidade de problemas que enfrentei foi enorme.

Review de performance Dragon's Dogma
Locais mais detalhados causavam queda de FPS (Foto: Reprodução/NG+)

Carregamentos excessivamente longos, quedas de FPS no meio de batalhas importantes e travamentos. Muitos travamentos. Perdi as contas de quantas vezes precisei reiniciar o jogo a partir do último salvamento automático, que nem sempre é realizado perto de onde eu estava, ao realizar alguma atividade. Entretanto, nas cutscenes em si, os gráficos não decepcionaram.

Em resumo, Dragon’s Dogma 2 é uma experiência acima da média quando falamos de RPG de mundo aberto. O jogo possui alguns erros graves que precisam ser mitigados no pós-lançamento. Porém, os acertos sobressaíram bastante durante a minha jogatina.

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